Ontem fui a uma cerimônia de casamento...Apesar de não ser uma pessoa religiosa, admirei a igreja porque me pareceu acolhedora e intima, pequena mesmo no tamanho, mas parecia aspirar algo esteticamente superior (pequena e audaciosa...)...Como a família da noiva é toda de músicos, a irmã e o pai fizeram uma homenagem muito emocionante cantando afinadíssimos Ave Maria...Por não ser católica, não entendo muito os ritos e as frases alternadas que são ditas pelos convidados entre um discurso e outro ,mas acho interessante , antropologicamente falando, ver todas aquelas pessoas respondendo a uma orientação do mediador daquela cerimônia e fazendo isso quase em uníssono...Não é difícil imaginar porque com 40 minutos de fala do Padre, eu mesma já sabia completar as frases...Não o fiz porque achei que seria invadir aquele universo todo particular que parece caber só àquelas pessoas, afinal correspondem as verdades delas e não as minhas, mas tenho que admitir que é uma experiência interessante...
Foi também o primeiro casamento que fui ,que precisou de tradutor, e o noivo usava aquele ponto no ouvido, para entender a cerimônia, já que ele é turco e ela é brasileira...O juramento ,(aquela história do anel, sabe? “Receba este anel, como símbolo do meu amor etc..etc..etc...” foi feito em inglês...O que também foi uma experiência engraçada ,porque sendo o noivo de outra religião, ele não conhecia as falas e repetiu tudo ao contrário, achei ótimo, pq na verdade acredito que cada um deve dizer o que vem ao coração na hora...E rituais sempre me parecem muito robotizados (apesar de respeitar, tenho minhas ressalvas né?)
Para finalizar a irmã da noiva cantou uma música para homenagear o casal, uma dessas canções que tocam no final de comédia romântica...Eu gosto muito, dá vontade de pintar arco Iris por aí,chama Let it Shine da Dorothy Norwood (aquela que passa no comercial da Honda) ...Não deu outra só foi preciso ela começar as primeiras notas para minha imaginação ir lá na China e voltar né? Eu olhava para os lados tentando descobrir de onde apareceriam os créditos...(!)que aparecem no final das produções cinemaográficas...É sério, era o final do filme perfeito, daqueles que o casal casa e toca uma música feliz e animada para embalar as pessoas depois de longos minutos fazendo ginástica nos bancos eclesiásticos: (Senta,levanta, senta , levanta, bate palma , amém, ora mais um pouco senta de novo...)Me pareceu uma recompensa por todos terem sido obedientes e cumprido os ritos até o final...E que ótima recompensa viu Dna C. Vieira...Sorte o destino ter colocado vc como portadora de uma voz tão linda para brindar este momento...
Que bons ventos os levem para Turquia S e M e que sempre quando der vontade de “brasileirar” vcs encontrem um porto seguro por aqui...
Saúde , paz e memória fraca...O resto são regras e estas foram feitas para serem quebradas...



ps: as representações dos noivos são para mostrar que considero justa, toda a forma de amor...
4 comentários:
adorei Shi...como vc nos transporta para cena todo é o mais incrivel...vi tudo acontecer...passo á passo...
ri muito qdo vc falou sobre : "depois de longos minutos fazendo ginástica nos bancos eclesiásticos: (Senta,levanta, senta , levanta, bate palma , amém, ora mais um pouco senta de novo...)"...sempre me perguntei se não foi dessas cerimonias que surgiu a brinaceira do "vivo e morto"... aff... to cansada só de ouvir... hehehehe
hum... temos que aproveitar o Marcelo ai para beber umas...esse fds a gente se fala...
beijos!
Pela ordem: muito legal as gravuras..e é claro que sendo amor a regra é amar e se deixar amar...
+ beijo!
Eu que adoro o jeito que vc interpreta meus devaneios...kk, e olha que é um pior que o outro...kkk...Acho que tem razão pode ser que a brincadeira do vivo morto surgiu daí, porque é necessária muita atenção para não perder a coreografia silenciosa que é realizada durante a cerimônia...Não deixa de ser belo, mas tenho meus questionamentos...(!)...
ps: nem sei se o Marcelo fica muito...Espero que sim, ele é uma dessas companhias afinadas que gosto de aproveitar...
"Saúde, paz e memória fraca...O resto são regras e estas foram feitas para serem quebradas..." - amei estas aí... afinal memória fraca seja o ingrediente mais necessário... Te confesso que havia desaparecido do facebook, com o desejo de não mais retornar; foi quando percebi que o mais interessante, pra manter a minha "memória fraca" em constante borbulho, seria aniquilar alguns "amigos-tipo-facebook". Depois de uma matança com direito a tortura chinesa, pessoas cimentadas vivas dentro da parede e outros horrores a la Poe, me senti tão leve e solto. O próximo crime a cometer era matar a saudade de ver a carinha de vcs duas... bjs mil
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